O núcleo central do estilo resume-se inicialmente à zona da Île-de-France, que abarca a zona de Paris e arredores, mas estende-se eventualmente a todo o território francês e transborda mesmo para lá das fronteiras ramificando-se pela Europa ocidental, principalmente a norte dos Alpes. A expansão do movimento alastra com o tempo para Inglaterra, Alemanha, Itália, Polônia e até à Península Ibérica, embora aqui com menos impato.
Seguindo as rotas comerciais o estilo é exportado e vai permanecer por algum tempo como uma estética de caráter estrangeiro e adaptado. Já no decorrer do século XIII, impõem-se as influências regionais e o estilo assume, dentro de um mesmo eixo condutor, diversas facetas demarcadas pelas diferentes culturas e tradições européias. Mas a corrente artística não vai permanecer imutável e, do mesmo modo que se ramifica, vai acabar por se influenciar mutuamente e formar um conjunto uniforme e homogêneo por volta de 1400, denominado Gótico internacional. A meados do século XV, a área de domínio gótica começa a reduzir e está praticamente extinta um século depois quando o Proto-Renascimento lança as primeiras idéias.
Em geral verifica-se que, em termos de permanência temporal, o movimento artístico difere profundamente de local para local, podendo-se, no entanto, definir aproximadamente as diferentes fases que o compõem:
Gótico primitivo, ou Proto-gótico: Assumem-se as idéias base e dão-se os primeiros passos com a reconstrução da Abadia de Saint-Denis.
Gótico pleno, ou Gótico clássico: Aperfeiçoam-se as inovadoras técnicas de construção e entra-se na fase do domínio construtivo arquitetônico com o tempo das grandes catedrais.
Gótico tardio: A expressão artística torna-se menos ambiciosa, fruto da crise econômica e da Peste negra do século XIV a par com uma religião mais terrena e mundana praticada pelas ordens mendicantes.
Variantes decorativas Gótico lanceolado: De 1200 a 1300. Gótico radiante, irradiante ou rayonnant (século XIV de 1300 a 1400, uso de linhas radiais na traceria) Gótico perpendicular (Inglaterra, século XIV, uso de linhas perpendiculares) Gótico flamejante ou flamboyant (França, século XV de 1400 a 1500). Momento definido pela exuberância da decoração escultórica nos edifícios arquitetônicos. A própria designação do momento (flamejante, que deriva de chama) traduz a essência do novo gosto por uma ornamentação fluída e ondulante que cobre toda a superície arquitetônica como uma teia. Neste momento não existem, no entanto, evoluções estruturais.
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