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Eu Faço Cultura chega a Itabuna e contagia o interior da Bahia

2 de agosto de 2011, 15:20h

Com o objetivo de percorrer o maior número de cidades do interior do Brasil, o Eu Faço Cultura 2011 já passou pelo interior de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e, agora, Bahia. Em apenas quatro meses, a caravana do Eu Faço Cultura 2011 já encantou Brasília, Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte e Salvador. “Procuramos levar a cultura e a arte através da música para todo o Brasil e não apenas para as capitais do país, pois o público do interior é mais carente de manifestações culturais”, explica o professor e percussionista Leonardo Barbosa.

Leonardo ensina crianças, adolescentes e adultos a tocarem instrumentos de percussão nas oficinas gratuitas que o projeto oferece à população durante as semanas culturais. "O professor de instrumentos é muito paciente e alto astral. Foi bom demais!", conta a participante Alda Oliveira Santos. Elas aprendem vários ritmos e, após as oficinas, se vêem motivadas a continuar aprendendo e até a seguir uma carreira musical. Na cidade de Itabuna, os 36 alunos da oficina tiveram dois dias de aula no Ambulatório de Oncologia Pediátrica do Hospital Manoel Novaes e uma apresentação na Praça Camaçã com a banda Marambaia. Itabuna foi a terceira cidade a ser contemplada com a apresentação em praça pública, onde a população pôde assistir e se interagir com os alunos e a banda. Para os alunos, a oficina mudou sua rotina: "Eu achei diferente de outras coisas que a gente faz no nosso dia-a-dia". Para o professor Leonardo, o projeto aumenta a auto-estima e a motivação dessas crianças que estão em tratamento contra o câncer. É esse espírito de solidariedade que a caravana do Eu Faço Cultura espalha pelo Brasil.

No último dia, mais de 1000 pessoas compareceram ao show de encerramento onde o cantor Zeca Baleiro subiu ao palco e mostrou que tem o mesmo espírito do Eu Faço Cultura. “A idéia é promover encontros memoráveis, resgatar ídolos de outras gerações e espelhar a multifacetada produção cultural do país”, explica ele.

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